Segunda opinião

 

 

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O que é “segunda opinião”?

É um serviço que tem por finalidade receber outra opinião. Neste caso, outra opinião sobre o diagnóstico ou o tratamento da gagueira.

 

Quando solicitar uma segunda opinião?

Existem várias situações que necessitam de uma segunda opinião. Por exemplo:

 

  • Quando o paciente/responsável tem dúvidas a respeito do diagnóstico de gagueira.
  • Quando o paciente/responsável questiona se o tratamento que está sendo feito é o único possível ou se há outras opções.
  • Quando o paciente/responsável tem dúvidas que não são esclarecidas pelo profissional que o atende.
  • Quando o paciente/responsável não está satisfeito com os resultados do tratamento que está sendo feito.
  • Quando o profissional que atende o paciente tem dúvidas sobre a condução do caso e gostaria de discutir com um colega da área. Atentar para a diferença entre “segunda opinião” (na qual outro profissional terá contato direto com o paciente) e “supervisão” (na qual o contato do profissional é apenas com o colega).

 

Quem pode solicitar?

Geralmente quem solicita é o paciente ou seu responsável. Mas também há casos em que o profissional que conduz o tratamento solicita a segunda opinião.

 

Como é realizado o serviço de segunda opinião neste consultório?

É realizada uma extensa avaliação clínica, que inclui:

 

  1. Análise da história clínica relacionada à gagueira.
  2. Pesquisa de possíveis fatores causadores da gagueira.
  3. Gravação da fala em diversas situações para análise da fluência, da articulação, da voz e da produção textual.
  4. Aplicação de testes específicos para diagnósticos complementares de outros problemas de linguagem (como taquifemia, transtorno fonológico ou transtorno expressivo de linguagem).
  5. Avaliação da musculatura facial e da cavidade oral. É feito diagnóstico complementar de outros problemas que podem piorar a gagueira (como respiração oral ou alteração de frênulo lingual). Se forem detectados problemas odontológicos (como bruxismo ou disfunção temporomandibular), também é feito encaminhamento para dentista.
  6. Observação da postura corporal e de cabeça. Se forem detectadas alterações que interferem com a musculatura de cabeça/pescoço e pioram a gagueira, é feito encaminhamento para fisioterapia para reeducação postural.
  7. A partir dos dados de avaliação, são sugeridos estratégias e exercícios fonoterápicos específicos.
  8. Triagem de distúrbios neuropsiquiátricos que podem coexistir com a gagueira e interferir em sua melhora (como distúrbios de sono, distúrbios de movimento, distúrbios de humor, distúrbios de ansiedade, abuso de álcool e drogas). Quando necessário, é feito encaminhamento para avaliação e conduta do neurologista ou profissional de saúde mental.
  9. É solicitado ao paciente para trazer todos os exames já feitos que possam estar relacionados à fala: exames auditivos, otorrinolaringológicos, neurológicos, psicológicos, odontológicos, fisioterápicos.

A avaliação clínica exige, necessariamente, a presença do paciente no consultório, não podendo ser feita de forma virtual.

 

Como são entregues os resultados do serviço de segunda opinião?

A segunda opinião é emitida por escrito, contendo diagnósticos e sugestões de estratégias e exercícios terapêuticos. Se houver necessidade de tratamento multidisciplinar, os encaminhamentos também são entregues por escrito.

 

A entrega do documento escrito e a discussão sobre os resultados podem ser feitos presencialmente ou de forma virtual.

 

 

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