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Cientistas contra a extrema direita

Cientistas brasileiros se posicionaram neste 2º turno da eleição presidencial em 2026 contra a extrema direita e a favor de Luiz Inácio Lula da Silva. Foi elaborada uma carta “em defesa da democracia, da educação pública, da liberdade acadêmica e da soberania nacional” (veja aqui). Como pesquisadora, assinei a carta.

Meu principal motivo para assinar a carta é a total negação da ciência que vimos durante a pandemia de Covid-19 por parte do governo Bolsonaro:

  • O governo Bolsonaro indicou, reiteradamente, medicamentos que não tratavam a Covid. Cloroquina e ivermectina são medicamentos úteis, mas não para Covid. Pesquise: “Covid cloroquina ivermectina”.
  • O governo Bolsonaro deixou de responder dezenas de emails da Pfizer em 2020 e 2021. Nestes emails, a farmacêutica oferecia milhões de doses de vacina para a população brasileira, as quais foram incialmente recusadas. Pesquise: “Pandemia emails da Pfizer”.
  • Posteriormente, ficamos sabendo o motivo da recusa: o governo Bolsonaro estava negociando, às escondidas, com uma farmacêutica indiana. A negociação envolvia o superfaturamento da vacina produzida por esta farmacêutica. Flávio Bolsonaro era próximo de lobistas que faziam esta negociação. Pesquise “Caso Covaxin”.
  • 716.000 vidas foram perdidas durante a pandemia. Devido à atuação criminosa do governo da época, estudiosos estimaram que entre 120.000 e 400.000 mortes poderiam ter sido evitadas. Pesquise: “Covid mortes evitáveis no Brasil”.

 

A atuação da família Bolsonaro em um dos momentos mais críticos da saúde no Brasil não foi apenas vergonhosa: foi criminosa. Como profissional de saúde, não posso compactuar com este tipo de atitude. Como diz a carta, Flávio Bolsonaro representa negacionismo científico e perseguição de cientistas. #BolsonarosNuncaMais